Espiritualidade

“Quem permanece em Mim e Eu nele, esse dá muito fruto; porque sem Mim, nada podeis fazer” (Jo 15,5)

“A Espiritualidade viva e atuante de uma família religiosa é o que mantém o Carisma e a finalidade, sempre crescentes e “presentes” na Igreja de todos os tempos”.( Sto Afonso Mª Ligório).

 

ENCARNAÇÃO

“A participação na Vida Divina, pela Graça, ressalta a beleza da ENCARNAÇÃO, em cujo mistério contemplamos a escolha que Deus fez da natureza humana, para estabelecer seu reino de Amor entre os homens. “O Verbo se Fez carne e habitou entre nós” (Jo 1, 1-14).

Cristo é a primeira, a maior Graça que o Pai nos concedeu.

“A Santíssima Trindade, através da Segunda Pessoa, veio habitar entre nós, veio fazer-nos, em Cristo, filhos de Deus e herdeiros do céu, capazes de atingir o Pai por Jesus Cristo que, como Mediador e Cabeça do Corpo Místico, se fez nosso Arauto e clama por nós “Abba Pai” (Rm 8,15).” (Const. n.7)

“Pela Encarnação, a Mensageira, na fidelidade e disponibilidade, deixa Cristo viver nela, para transmiti-Lo aos outros”. (Const. n.8)

“Pela encarnação, a Mensageira deixa que a Palavra (O Verbo) se aposse de sua vida, dinamize-a e a envolva sempre mais no compromisso com o irmão”. (Const. n.12)

“Apaixonada pela Encarnação que fez o Verbo assumira “humanidade”, sem deixar sua condição divina (Cf. Fl 2,7), a Mensageira busca, numa grande simplicidade evangélica, a vivência da pobreza… Como em Maria isso só é possível na total e absoluta fidelidade ao Espírito Santo, o Autor de toda a Vida da Graça, o próprio Amor substancial na Trindade Santa.” (Const. n13)

 

REDENÇÃO

“O Mistério da Redenção é vivido pela Mensageira como a vitória do Amor, pois, “se sofremos com Ele, com Ele seremos glorificados” (Rm 8,17).” (Const. n.15)

“A “Redenção” aprofunda a Mensageira no Mistério Pascal e a exemplo de Jesus Cristo, numa entrega de toda a sua vida, faz da Paixão do Senhor uma experiência que a ajuda a compreender as fraquezas dos outros e , na virtude da esperança, acolhe-a como vitória do Amor. “Cristo morreu, mas ressuscitou, não morre mais…” (Rm 6,7-11). A Mensageira é apóstola da confiança, a cruz lhe é sinal de esperança.” (Const. n.16)

“É o aprofundar do Mistério da Redenção que explica a devoção especial à primeira sexta-feira do mês, como meio de penetrar na intimidade do Sagrado Coração de Jesus, seu primeiro Patrono, Modelo de união com Deus e encarnação do Amor Divino, que veio ao mundo, sendo um de nós, para nos atrair, para que nos dispuséssemos a segui-lo na radicalidade do Evangelho…” (Const. n.19)

 

EUCARISTIA

“Na Eucaristia, a Mensageira haure a Graça na própria fonte! Alimentando-se do Corpo e Sangue do Senhor, ela se fortalece n’Ele, n’Ele encontra ânimo e coragem para sua caminhada, “para se libertar do cativeiro da corrupção e participar da gloriosa liberdade dos Filhos de Deus” (Rm 8,21). O Mistério do Amor de Deus , que quis ser Presença, Sacrifício e Comunhão para nós, é buscado pela Mensageira como a própria fonte do Amor, onde ela vai dessedentar-se para poder mitigar a sede dos irmãos. ” (Const. n. 24)

“A Missa é, para a Mensageira, o Sol que se levanta cada dia, para infundir a sua luz e o seu calor”

“A Eucaristia é presença do Amor, dinamizadora de nossas relações fraternas, comunitárias e apostólicas. A visita ao Santíssimo Sacramento é um gesto espontâneo e repetido, muitas vezes ao dia, pelas Mensageiras…” (Const. N.26)

“A Eucaristia-Sacrifício é fonte de coragem e intrepidez, faz com que a Mensageira não esmoreça facilmente. “…Dificuldades foram feitas para serem vencidas””… ”…vencer sem lutas é vencer sem glórias”… “…não a glória do mundo, mas aquela certeza de estar respondendo juntos dos homens ao Projeto de Deus, que lhe é oferecido através do seu próprio nome que, por si, já é um programa de vida”. (Const. n.29)

“A Eucaristia-Comunhão inspira as delicadezas da vida fraterna… É na Eucaristia, na oração litúrgica e pessoal, na escuta e na meditação da Palavra de Deus, que a Mensageira busca o Sentido pleno da vida comum, em fraternidade, na qual se vive para acolher o dom de Deus e para que o Reino do Senhor venha a se espalhar pelo mundo inteiro”. (Const. n.31)

 

MARIA

Maria ocupa um lugar central na vida das Mensageiras do Amor Divino. Os principais escritos, as Constituições, estão marcadas pela sua presença.

“MARIA é o caminho seguro e eficaz para levar a Mensageira do Amor Divino a se inserir nos Mistérios da Encarnação, Redenção e da Eucaristia.” (Const. n.31)

“Caminho seguro para esse Oceano Infinito de Misericórdia é MARIA”.

Por “herança redentorista”, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro será filialmente festejada, bem como os Santos Protetores da Congregação, Modelo das virtudes evangélicas, inspiradores de características espirituais e apostólicas “ (Estat. n.06)

O nosso Lema é: “Tudo a Jesus por Maria”

“As Mensageiras do Amor Divino devem lembrar sempre:
_ que a Congregação nasceu na terra de Nossa Senhora Aparecida;
_ que são “descendentes” de Santo Afonso Maria de Ligório – cantor das “Glórias de Maria”;
_ que Maria foi a primeira Mensageira do Amor Divino, quando ”apressadamente” (Lc 1,39), sem medir dificuldades e sem pensar em si, dirigiu-se à casa de sua prima Isabel;
_ que Maria é o Modelo das Mensageiras, pois, por todos os caminhos onde andava, levava Jesus consigo. ” (dos Estatutos)

Por isso, o culto a Maria tem um lugar especialíssimo na vida da Irmã Mensageira do Amor Divino.