Novidades
Morre padre Eduardo Moriarty, fundador da Congregação das Mensageiras do Amor Divino

Morre padre Eduardo Moriarty, fundador da Congregação das Mensageiras do Amor Divino

30. março, 2015NovidadesComentários desativados em Morre padre Eduardo Moriarty, fundador da Congregação das Mensageiras do Amor Divino

Faleceu neste sábado (28), aos 98 anos, o fundador da Congregação das Mensageiras do Amor Divino, padre Eduardo Henrique Moriarty, vítima de pneumonia agravada por fragilidade cardíaca. O corpo do sacerdote está sendo velado na capela da casa onde se originou a Congregação, em Aparecida (SP).

A missa de corpo presente será presida às 15h00 pelo Cardeal Dom Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida, seguida de sepultamento às 16h00, no Memorial onde já se encontram os restos mortais de outra fundadora, Madre Felicidade de Lourdes Braga, a Madre Felicy.

A presidente nacional da CRB, Irmã Maria Inês Vieira Ribeiro, pertence à Congregação das Mensageiras, manifestou seu pesar pela perda inestimável do fundador. “Padre Eduardo era para nós como um pai de uma grande família. Há 61 anos, desde o começo, ofereceu-nos as primeiras orientações de vida, testemunhos e vivência religiosa do carisma redentorista. É uma grande perda, e damos graças a Deus por seu legado espiritual”, destacou.

Trajetória – Padre Eduardo Henrique Moriarty, nascido em Boston, Massachusets, USA, a 18 de fevereiro de 1917, filho de Jeremiah Moriarty e Mary Theresa Moriarty, sendo seu pai da Irlanda e sua mãe do Canadá.

Entrou para o Seminário da Congregação do Santíssimo Redentor, ainda muito jovem, foi ordenado sacerdote em 1942 e no ano de 1946 foi transferido para o Brasil, iniciando seus trabalhos em Bela Vista/MS. Em seguida foi transferido para Aparecida/SP como professor de inglês no Seminário Santo Afonso.

Em Aparecida (SP) exerceu grande apostolado entre os romeiros e aparecidenses, destacando-se na direção espiritual. Foi Missionário por muito tempo em terras paranaenses, até ficar liberado para acompanhar de perto o Instituto por ele fundado em 17 de maio de 1954: as Mensageiras do Amor Divino.

Fonte: Portal A12.com

A vida da Igreja: A GRAÇA

A vida da Igreja: A GRAÇA

11. março, 2015NovidadesNenhum Comentário

A felicidade é possível? Existe? Onde esta? A vida de cada ser humano é uma correria atrás da felicidade. Mas qual felicidade?
Aqui é que se distinguem os homens entre os bravos e os medíocres.
Os primeiros não se satisfazem em alcançar ideais materiais, isto é os que saciam a barriga, os sentidos e desejos de natureza física… mas vão mais além…. Procuram algo mais que satisfaça totalmente o homem na sua totalidade. Os segundos, isto é, os moles e medíocres, os que querem ignorar as belezas e as alturas sublimes ás quais Deus os chamou, se satisfazem em alcançar ideias humanos, físicos, colocando todos seus esforços para procurar riquezas, prazeres, honrarias… e quando os alcançaram permanece nos seus coações e frustação, a angustia, o vazio interior. Para que o homem readquira seu equilíbrio total – é preciso que ele procure um ideal completo – que satisfaça totalmente a sua parte física e sua parte espiritual. Quando o homem se satisfaz só com seu ideal material, ele não passa de seu nível animal, ficando ao lado do cão, do sapo e de todos os animais. Quando, ao contrário, o  homem procura seu verdadeiro ideal para o qual foi criado, então o homem se projeta no infinito. E poderá alcançar a felicidade total.
Esta felicidade existe? É possível? – É. Mas só para os fortes.

A VERDADEIRA FELICIDADE: A GRAÇA
Há outra realidade que pode fazer grande o homem, que pode eternizar o homem. È a Graça.
A Graça é a única realidade que engrandece o homem, que o faz aceito e amado por Deus para sempre.  A Graça é a única grandeza, a única riqueza que vale a pena lutar, suar, para adquiri-la e aumenta-la.
O SUPREMO VALOR DA VIDA
Diante de deus o homem tanto vale quanta graça possui.  O ser mais miserável, mais pobre, mais desgraçado aos olhos do mundo, vale mais do que um rei, um papa, um presidente da republica, se ele possuir mais graça. Todos os valores da vida, como trabalho, riqueza, fama, qualidades, realizações… adquirem  morais e intelectuais, para nada servem, se não aumentam a graça.
“O que não se torna graça não vale nada”.  Quem, ao momento da morte, não possuir a graça, sua vida foi um fracasso total, pois não terá alcançado o ideal.
A felicidade á qual deus o chamou e para a qual foi criado.
A graça é a chave de todo nosso destino.

O QUE NÃO É A GRAÇA
— Não é uma ajuda, um socorro, um favor que a gente pede a Deus em certas circunstancia difíceis.
— Não é um perdão de Deus, nem uma diminuição de pena que Deus concede, como faria um chefe de estado que muda a pena de alguém de mais grave em menos grave.
— Não é também aquele certo favor religioso que a gente experimenta no coração, como uma espécie de agradável estado psicológico, quente e intimo—percebível com nossa sensibilidade, quando realizamos um ato bom, ou quando nos encontramos sozinhos num lugar ou na Igreja e rezamos alguma coisa… Estas satisfações sentimentais, estas consolações sensíveis, não são a graça…
O QUE É A GRAÇA
Para entender melhor a graça é preciso analisar primeiro alguns textos da Escritura divina. Em alguns textos do Antigo Testamento lemos que o povo judeu e alguns justos “encontraram graça diante de Deus”.
— Noé  encontrou graça diante do Senhor” (Gn 6,8).
— Deus falou a Moises- “Eu te conheço pelo nome, e encontrastes graça diante de mim” (Ex 33,12).
— “Não temas, Maria, pois encontrastes  graça diante de Deus” (Lc 1,30). Acontece que o homem pecador não pode agradar Deus. Não tem nada dentro de si ao ponto de atrair sobre si a benevolência e a amizade de Deus. Por conseguinte, para o homem ter em si algo que agrada a Deus, é preciso pensar que o mesmo homem tenha recebido de Deus algo que é de Deus. É preciso que Deus comunique ao homem que agrada a Deus algo de divino. È São Paulo que nos esclarece bem  significado deste algo e a sua proveniência e em que consiste.
— “Somos gratuitamente justificados pela sua graça” (Rm 3,24).
— “Pela graça de Deus sou o que sou” (1Cor 15,10)
— “Justificados pela sua graça, nos tornamos herdeiros da vida eterna” (Ef 4,7). Deus é perfeição, é santidade, é bondade, é amor, É vida total. Pela graça, nós recebemos de Deus uma participação a esta perfeição, santidade, bondade, amor e vida de Deus. O ser humano que recebeu a graça significa que recebeu de Deus a vida de Deus – e a vida sobrenatural. A vida sobrenatural é a graça.
EFEITOS DA GRAÇA
A transformação que Deus opera em nós por meio de graça nos faz filhos de Deus – templos do Espirito Santo – nos incorpora a Cristo.

SOMS FILHOS DE DEUS (Jo 3,1)
Primeira carta de S. João, capitulo três, versículo primeiro. “Considerai com que amor nos amou o Pai, para que sejamos chamados filhos de Deus. E nós o somos de fato.  Há neste versículo do apostolo do amor toda a realidade essencial da vida cristã, e do nosso destino ou ideal eterno. Não somos somente criaturas. Somos filhos de Deus. Deus nos comunicou a sua vida divina e nos faz participantes da sua mesma natureza. De que modo somos filhos de Deus? Vamos explicar com exemplos. – Um carpinteiro construiu uma mesa. Esta mesa pode-se dizer que é filha do carpinteiro? Não. De jeito nenhum. dizer que é obra do carpinteiro. – Miguel Ângelo esculpiu uma magnifica obra de arte—o Moisés. È tão perfeita que gênio, ao término da obra, desferindo uma martelada na cabeça, exclamou: –“Por que não falas?”  Pois bem, o Moisés, obra- prima de Miguel Ângelo, pode-se chamar de filho de Miguel Ângelo? Não. Mas obra de Miguel Ângelo.   – Há um homem que tem um filho. Este último não é obra do pai, mas filho. Porque recebeu do pai a mesma natureza do pai.  Nós somos filhos de Deus porque recebemos d Ele a sua natureza divina. Recebemos de Deus a sua mesma vida divina. Aquela vida que Ele mesmo vive. Isto é o essencial em relação à graça.  Outros textos que revelam a mesma e grandiosa realidade. – “O poder divino deu-nos tudo o que contribui para a vida e piedade, fazendo-nos conhecer aquele que nos chamou por sua gloria e sua virtude.  Por eles temo entrado na posse das maiores e mais preciosas promessas a   fim de tornar-nos, por este meio, participantes da natureza divina…”(2Pd 1,3-4) Eis que agora podemos compreender por que Jesus nos ensinou a rezar a Deus: Pai nosso…. Deus é um Pai de verdade, pois nos comunicou a sua natureza divina por meio da graça. E nós  somos seus filhos. E se somos filhos temos também direito á herança de Deus nosso Pai. Esta herança é a felicidade total na sua Casa – O Céu. Este é o verdadeiro ideal do cristão.

PRIMEIRA DIFICULDADE
A participação da vida divina a nós não deve ser entendida em sentido panteístico, isto é, como, como transformação total da substancia da alma na divindade. Não.  A infinita distancia entre nós, criaturas, e Deus Criador, fica no mesmo. Vamos explica com um exemplo.  Lancemos um pedaço de ferro numa fornalha ardente. Sem perder sua natureza de ferro ele se torna ardente e luminoso como o fogo da fornalha e ilumina e arde como o fogo da fornalha.  Assim acontece na alma por meio da graça. A alma não deixa de ser substancia criada e finita, porém ao mesmo tempo possui a natureza de Deus.
SEGUNDA DIFICULDADE
Quem vive em graça é filho de Deus. Perguntemos: Qual a diferença entre nós e Jesus Cristo? Resp: Jesus é Deus substancialmente, pela sua natureza divina. A natureza de Cristo é igual em tudo à do Pai.  O cristão em graça recebe a natureza divina participada, pelos méritos de Jesus Cristo que morreu por nós. – Nós somos filhos de Deus adotivos. Aqui precisa muita atenção. A palavra adotivo não deve ser entendida ao modo dos homens. A adoção humana não comporta nenhuma mudança interior no adotado. O adotado fica o que era antes de ser adotado com a mesma natureza dos seus verdadeiros pais. A adoção humana é só um ato jurídico exterior. A adoção divina não é só um simples ato exterior ou legal, mas é um ato real que nos transforma realmente em filhos de Deus. Esta transformação interior está participação real da natureza divina nós a chamamos graça santificante.

TERCEIRA DIFICULDADE
A inteligência e a vontade e a vontade, qualidades espirituais, são exigências necessárias da natureza humana. A graça é dom sobrenatural, isto é, não é devido à natureza humana, mas é dom de Deus, dado a mais pela sua bondade por que Deus é amor.
Terceiro efeito: Nos incorpora a Cristo “Eu sou a videira, vos os ramos. Quem permanece em mi e eu nele, esse dá muito fruto. Porque sem mim nada podeis fazer” (Jo 15,5)

QUE É A GRAÇA DE DEUS
— GRAÇA, é palavra grega: KARIS. Significa: o que torna agradável uma pessoa.
— Indica um DOM não merecido pelo homem e ao qual não tem direito, dado por Deus, que torna a pessoa agradável a Deus.
— Noutras palavras: A GRAÇA é um dom sobrenatural dado de graça por Deus, em vista da salvação eterna.

PARA ENTENDER A GRAÇA DIVINA
Analisemos algumas passagens da Bíblia: — “Noé encontrou graça diante de Deus” (Gn 6,8). – Deus falou a Moisés: “Eu te conheço pelo nome: encontrastes GRAÇA diante de mim” (Ex 33,12). – Disse o Anjo a Maria: “Não temas Maria, encontraste GRAÇA junto de Deus” (Lc 1,30). O homem pecador não possui nada que possa AGRADAR a Deus. Para que o homem possa AGRADAR a Deus é necessário que receba de Deus ALGO que o terne AGRADÀVEL a Ele. De fato, lemos na Bíblia: “Somos gratuitamente justificado (santificados) pela sua GRAÇA” (Rm 3,24). – O grande apostolo dizia: “Pela sua GRAÇA sou o que sou” (1Cor 15,10). –“Justificados pela GRAÇA nos tornamos HERDEIROS da Vida eterna” ( Tt 3,7).  Por estas palavras da Bíblia podemos entender bem que a GRAÇA é um DOM de Deus que transforma o homem e o torna AGRADEVÉL A DEUS. – Deus é santidade infinita, bondade infinita, beleza infinita. – Pela GRAÇA, Deus nos comunica a sua felicidade, a sua beleza, e o seu amor. Numa palavra, pela Graça divina nos tornamos “PARTICIPANTES DA NATUREZA DE DEUS” (2Pd 1,3-4). No homem que possui a GRAÇA, Deus encontra ALGO que lhe agrada, pois é ALGO que é de Deus e que Deus deu. Agora podemos entender as palavras do Anjo a Maria: “Alegre- te, ó CHEIA DE GRAÇA”(Lc 1, 38).

DEFINIÇÃO DA GRAÇA DIVINA
A Graça divina é um DOM de Deus, dado gratuitamente e sem mérito algum de nossa parte, que APAGA todo tipo de pecado, e nos comunica a VIDA DIVINA,  e nos faz FILHOS DE DEUS, MEMBROS DA IGREJA JÁ, HERDEIROS DO CÉU.

 

 

 

A graça e o Amor Divino

A graça e o Amor Divino

11. março, 2015NovidadesNenhum Comentário

“Na pratica da caridade sobrenatural, do amor divino, consiste o ato mais especial, mais natural, e ao mesmo tempo mais nobre do homem renovado e regenerado pela graça divina”.  A comunicação da graça é a melhor prova do amor intimo e elevado que Deus  consagra à sua criatura, ao homem – a nós… A vontade salvífica de Deus nos situou, nos colocou, na atmosfera da primazia do amor divino. Não levemos em conta a capacidade de recusa humana, dentro da História (Lembrar aqui a História da salvação – Abraão, Isac, Jacó….) Deus continua a amar a humanidade, a cada pessoa, a cada um de nós. Deus nos ama com amor infinito. (Mesmo que meu pai ou minha mãe me abandonem…). Somos objeto do amor de Deus (que coisa estupenda!).  Seu amor encontrou caminho para visitar cada pessoa, na sua concreção – no concreto. (Trata-nos como pessoa, como gente… Aceita-nos como somos… Leva em conta o homem “com seus anseios, suas dores, suas angustias, suas alegrias…)   O Amor Divino penetra no projeto da História da Humanidade, de uma nação, de um sistema politico e econômico e alcança o coração das pessoas. A pessoa, para Deus, não se dilui na massa… Ele vê a cada um como sua imagem e semelhança. Ele nos conhece… (Sl 138)  A graça é a presença permanente da vontade salvífica – concreta e do amor divino, dentro  do mundo ( A Graça Libertadora no Mundo- pág. 152). Para que esta presença se torne eficaz, não basta só a ação de Deus. É necessária também a presença do homem em Deus. (A colocação do homem e indispensável… A cada instante Deus dá nova possibilidade…) Neste encontro profundo, se realiza a presença permanente da graça. (A graça habitual) O homem não pode fazer coisa melhor e mais acertada, para corresponder ao amor pelo qual Deus, assim se aproxima dele, do que pagar amor com amor. Como pagar amor com amor, se o amor de Deus, é o amor divino, e o meu, o nosso, é amor humano… Falhas, interesses próprios… um amor mesquinho… Quando Deus nos dá graça, quando Ele vem a nós amando, Ele nos faz dignos de seu amor. Comunica-nos, em Cristo, a força de pagar-lhe com amor, o que nenhum outro amor pode fazer.  O homem está possuído pela Graça. Tomado pela graça, pelo próprio Deus. Nada próprio á natureza da fogo, do que iluminar e aquecer.  A graça faz-nos participantes da natureza divina. Nada mais natural para a graça que iluminar-nos a respeito do conhecimento de Deus; aquecer-nos no amor divino.  Tudo isso dentro das nossas limitações- Deus sabe disso; Ele nos conhece. (Sl 138). Ele leva em conta, nos vê mergulhados dentro de uma infraestrutura biológica, genética, social e cultura. A pessoa nunca é só ela; ponto zero… Vem já elaborada por toda uma história que é antecede, culminando em cada pessoa. Somos frutos de um passado. Por que temos olhos dessa ou daquela cor? Por que temos esse ou aquele temperamento? (Para a vida de comunidade é muito necessária entender um pouco de psicologia para entender as pessoas. Por que reagem dessa ou daquela maneira….. Tem que levar em conta o ambiente do qual veio. A família … O modo como os pais a tratavam em casa… È necessário aceitar a Irmã o irmão do jeito que ela(e) é. È  claro que ela (e) deve se  trabalhar e de deixar-se trabalhar… Mas para que ela(e) entenda isso, só  com muito amor vamos mostrando o que se tem que fazer….) Deus nos ama do jeito que somos – e podemos experimentar esse amor divino em nós a todo o instante – é só ter um pouco de atenção: Karl Rahner diz:  — Fizemos alguma vez a experiência daquilo que é tipicamente espiritual no homem?  – Não fizemos, alguma vez, a experiência de calar quando, incompreendidos, poderíamos ter justificado?  – De silenciar quando, injustamente, fomos feridos no intimo?  – Não fizemos a experiência de perdoar, com toda a sinceridade e por pura gratuidade?  – Não fizemos, por acaso, a experiência de ter seguido penosamente nossa consciência e conservado a pureza do coração quando bem poderíamos  ter agido de outro modo, e até conseguido vantagens pessoais?  — Não temos renunciado livremente a benefícios de ordem pessoal saudado e aplaudidos por outros, mas que comprometiam uma senda abraçada na vida?  – Não tentamos amar e ser fiéis a Deus, numa opção fundamental  de coração, mesmo nada mais sentindo, superando a tentação da acomodação e da e escolha de um caminho menos árduo, embora honesto?  – Não temos quem sabe aceito nossa limitação interior de ordem intelectual, emotiva e de comunicação; alguma doença ou até falta moral, sem revolta nem lamurias, mas abraçando e vivendo com coragem a onerosa (pesada) existência?  Quando tivemos experimentado tudo isso, então fizemos a experiência daquilo que é o especificamente espiritual no homem.  Daquilo  que é ação da graça-amor divino-de Deus em nós. Semelhante experiência não legitima dizer: eis que tenho a graça!  Quem assim diz, já se situa fora da dimensão da graça. Porque não possuímos a graça, mas SOMOS POSSUIDOS por ela!  Possuímos assim pela graça, podemos e devemos procurar manter nossa vontade dirigida para Deus e a Ele unida. Nosso empenho constante será o de transformar, pelo amor divino, a nossa vontade própria, de modo que penetrada por ele não queiramos, – não amemos senão o que Deus quer e ama; e por que Deus o ama e o quer.  Só poderíamos buscar a graça e encontrá-la, ou melhor, só seremos encontrados por ela, se nos esquecermos de nós mesmos.  Só assim poderemos dizer com São Paulo: “Já não sou eu que vivo, mas é Cristo quem vive em mim”.
Gal 2.Pe. Eduardo Moriarty C.SS.R.(fundador das Irmãs MAD)

Quaresma – Tempo de Conversão

Quaresma – Tempo de Conversão

2. março, 2015NovidadesNenhum Comentário

“Rasgai o coração e não as vestes” (Jl. 2,13)

QUARESMA: tempo litúrgico forte de reconstrução de si e da comunidade; tempo que coloca em questão a razão de ser da vida – para que vivemos? qual a finalidade do ser humano? Sobre  o quê está fundamentada a nossa vida? para onde caminhamos?

Nesse sentido dizemos que quaresma é um tempo forte de conversão; para isso ela tem sua linguagem, sua celebração, seus exercícios e seus ritos de conversão…

Na perspectiva inaciana, conversão não é simples mudança exterior no modo de ser e agir, mas “mu-dança de senhor”;  quaresma é tempo de troca de comando, tempo forte para consultar o interior e verificar qual é o “senhor”  que move o nosso coração. É neste contexto de conversão que se situam as práticas quaresmais: oração, jejum e esmola. Através de uma vivência mais radical dessas práticas começa a acontecer um deslocamento dos “falsos senhores” que habitam o nosso coração e, ao mesmo tempo, amplia-se o espaço interior para a presença e ação do “verdadeiro Senhor”.

A oração, o jejum e a esmola são como um resumo da vida cristã; condensam o sentido da vida. A vida é um mergulho no mistério de Deus (oração), um abrir-se aos outros (esmola) e capacidade de ordenar e dirigir a própria existência (jejum). Tais “exercícios quaresmais” só tem sentido se nos levam a uma identificação com Jesus Cristo; são exercícios que alimentam e sustentam nosso seguimento de Cristo.

E aqui poderíamos recuperar o sentido original bíblico de “sacrifício”, que não significa simplesmente imolação, destruição, penitêntica… “Sacri-ficar” (do latim, “sacrum facere” ) é “tornar santo”. Tanto o Primeiro como o Segundo Testamento nos ensinam que a melhor coisa que podemos transformar em “sacrifício”, em coisa santa para oferecer a Deus, é a própria vida e tudo o que fazemos. Nesse sentido, a referência máxima de “sacrifício” foi o próprio Jesus. Ele é o sacrifício, a “realidade santa” por excelên-cia, por sua verdade, sua fidelidade e disposição para fazer a Vontade do pai e exercer a sua missão. O que faz o sacrifício é a oblação, a entrega, deixar Deus ser Senhor da nossa vida.

    1.  ORAÇÃO: toda a nossa vida deveria ser uma oração, ou seja, um “encontro” com Deus em todas as coisas e  em todas as circunstâncias.oração é passar do vazio de si à plenitude em Deus. O “sair de si mesmo” por meio de uma íntima relação pessoal com Deus é a dinâmica central da transformação do “eu” na vivência quaresmal.

“Cada um deve persuadir-se que na vida espiritual tanto mais aproveitará quanto mais sair do seu próprio amor, querer e interesse” ( S. Inácio – EE. 189).

A oração passa a ser a “irrupção” do divino no mais profundo do “eu” humano. Des-centrada de si mesma, a pessoa deixa-se conduzir pela ação providente de Deus.

Na quaresma, a Igreja evoca o Cristo em oração diante do Pai no deserto e nas montanhas.

  1. JEJUM: o jejum é a capacidade de “ordenar” a própria vida para um fim (serviço e louvor de Deus); ao mesmo tempo é expressão de solidariedade e comunhão com os outros: é um chamado à partilha.

Somos livres quando podemos nos dispôr de nós mesmos, ou seja, quando nos libertamos dos “afetos desor-denados”, dos apegos… O importante, no jejum, não é o que nós fazemos, mas o que Deus faz. Não estamos fazendo algo, mas estamos deixando-nos fazer por Deus. Na tradição dos Padres do Deserto, o jejum é o meio que nos possibilita criar um “espaço vazio” no qual o Espírito possa repousar, permitindo-nos distinguir o essencial do supérfluo.

Portanto, o jejum é um tempo em que damos maior liberdade a Deus para agir em nós, “ordenando” nossos afetos e orientando nossos impulsos instintivos. No seu relacionamento com a natureza criada o ser humano é chamado a ser livre, a ser senhor da criação. Por isso, a melhor penitência é “abrir espaço para Deus”; em outros termos, “jejuar é dar espaço para outras fomes” (N. Bonder).

O alimento e a bebida tornam-se símbolo de tudo quanto nos envolve. Porque é na ação do comer e do beber que o ser humano mais se apodera e apropria das coisas, correndo o risco de ser escravizado por elas.  A atitude de liberdade diante do alimento torna-se símbolo de sua liberdade para com tudo quanto o envolve: bens materiais, poder, prazer absolutizado, idéias fechadas, uso do tempo, dos meios eletrônicos…

  1. ESMOLA: a esmola atinge o relacionamento com o próximo na virtude teologal da caridade. O ser humano recebeu tudo de seu Criador; tudo é dom para todos. Neste sentido, a esmola significa a atitude de doação gratuita, de serviço ao próximo com generosidade e desprendimento. É todo este mistério de aber-tura e acolhida em favor do próximo, sem esperar recompensa, na imitação de Jesus Cristo que deu sua vida pelos seus. É viver a partilha não só de bens materiais, mas o tempo, o interesse, o serviço, a aceitação…

 

Durante o tempo quaresmal, corresponde a cada pessoa encontrar sua ascese, ou seja, encontrar a manei-ra de ir esvaziando-se, despojando-se, para deixar espaço aos outros e ao Outro e chegar a viver em “esta-do de união”.

É urgente fomentar uma “cultura da solidariedade, da comunhão, da partilha…”, se não queremos nos desumanizar e nem desumanizar o planeta.

A ascese nos capacita para sensibilidade cósmica; o ordenamento de nossos desejos nos permite escutar os desejos dos outros. Quanto mais vivemos em Deus, menos somos nós o centro, menos dependentes das coisas e mais receptivos aos outros.

Textos bíblicos:   Mt. 6,1-6.16-18   Joel 2,12-18

Questões:

1 – Na oração: – qual é o seu estado de ânimo para viver a “travessia quaresmal”?

2 – Páscoa é passagem do “eu estreito” ao “eu expansivo e solidário”: quê setores de vida precisam passar por esta transformação?

 

Pe. Adroaldo Palaoro sj

 

 

Fonte: http://www.centroloyola.com.br/loyola/index.php/espaco-espiritual/184-quaresma-quem-e-o-senhor-que-move-o-meu-coracao.html

 

Campanha da Fraternidade 2015: Igreja e Sociedade

Campanha da Fraternidade 2015: Igreja e Sociedade

2. março, 2015NovidadesNenhum Comentário

Com o tema “Fraternidade: Igreja e Sociedade” e lema “Eu vim para servir” (cf. Mc 10, 45), a Campanha da Fraternidade (CF) 2015 buscará recordar a vocação e missão de todo o cristão e das comunidades de fé, a partir do diálogo e colaboração entre Igreja e Sociedade, propostos pelo Concílio Ecumênico Vaticano II.
Queridos irmãos e irmãs, quando Jesus nos diz «Eu vim para servir» (cf. Mc 10, 45), nos ensina aquilo que resume a identidade do cristão: amar servindo. Por isso, faço votos que o caminho quaresmal deste ano, à luz das propostas da Campanha da Fraternidade, predisponha os corações para a vida nova que Cristo nos oferece, e que a força transformadora que brota da sua Ressurreição alcance a todos em sua dimensão pessoal, familiar, social e cultural e fortaleça em cada coração sentimentos de fraternidade e de viva cooperação.
Quaresma é tempo de trocar de comando, tendo olhado dentro de si e verificado qual o senhor que move o nosso coração, para que aconteça um deslocamento dos “falsos senhores” que habitam nosso coração e, ao mesmo tempo, para que se amplie o espaço interior para a presença e a ação do “verdadeiro Senhor”, para estar com Ele e para, como Ele, dar a Deus o lugar central de nossas vidas. Marcada por significativas celebrações, a Quaresma nos permite refazer a peregrinação pascal de Jesus. Descortina um caminho espiritual em que retomamos o nosso batismo, rumo à Páscoa, ponto alto do ano litúrgico, mistério fundamental de nossa fé. Cada celebração, neste tempo, deve ser forte experiência de êxodo, de passagem da escravidão para a liberdade, do individualismo para a solidariedade.

“Nada é mais alto do que o abaixamento da cruz, porque lá se atinge verdadeiramente a altura do amor.”

(Escritos do Papa Francisco)

Mensagem de Dezembro

Mensagem de Dezembro

2. dezembro, 2014NovidadesNenhum Comentário

Advento.
Tempo de espera…
Tempo de esperança!
“Ele” há de vir…
“Ele” virá…
“Ele” vem! Óh! Vem Emanuel – o Deus conosco!
Eis os grandes personagens que se destacam nesse tempo: Isaías, João Batista e Maria e com eles, três atitudes nos são propostas:
– A vigilância de Isaías:
“O Filho do Homem virá na hora em que vocês menos esperarem”
Velem e estejam prontas, pois não sabem quando chegará o momento. Como família que somos tenhamos um “projeto” que nos faça avançar no caminho da verdade, revisando nossas relações familiares. Por isso, queiramos buscar o perdão de quem ofendemos e vamos dá-lo a quem nos tem ofendido, para vivermos o advento em clima de harmonia e de amor fraterno.
Isaías levou a esperança e a consolação a seu povo. São Jerônimo o chama: o evangelista do A.T. Realmente ele é o grande profeta da esperança messiânica. Na 2ª parte (livro da consolação cap.40-45) ele anuncia a libertação, e fala de um novo e glorioso Êxodo e da criação de uma nova Jerusalém, reanimando assim os exilados. No capítulo 7 ele já anúncia a vinda do Senhor.
As principais passagens do seu livro proclamados no advento são um anúncio perene de esperança para homens e mulheres de todos os tempos.
A penitência de João Batista:
A conversão é a nota predominante da pregação de João Batista.
“O maior entre os que nasceram de mulher” – disse o próprio Jesus.
“Preparem o caminho, Jesus chega” – Qual poderia ser a melhor maneira de preparar esse caminho que busca a reconciliação com Deus? João aponta para Jesus como o Cordeiro que tira o pecado do mundo.
João Convida à conversão na espera vigilante, preparando nosso coração para o natal com aquela mudança de direção em todos os aspectos da nossa vida. João Batista é modelo dos consagrados a Deus, no mundo de hoje, chamados a serem profetas e profetisas do Reino, vozes no deserto e caminho que sinaliza para o Senhor, permitindo na própria vida o crescimento de Jesus e a diminuição de si mesma, do pecado e da rotina estéril.
O Testemunho de Maria – a mãe do Senhor:
Ela que viveu intensamente o primeiro advento.
Ela a mãe do Senhor viveu servindo o próximo e vive ajudando a nós mensageiras de seu Filho.
O “Sim” de Maria na anunciação: “Faça-se em mim, segundo a sua Palavra”, colaborou decisivamente para que o Filho de Deus assumisse nossa carne e habitasse no meio de nós. Maria responde na sua pequenez: “Eis aqui a serva do Senhor”, resposta ativa e decisiva à vontade do Senhor. Graças à Maria, a serva do Senhor toda humanidade pode novamente se alegrar, pois o Emanuel chegou e volta a caminhar nas estradas do mundo com todos nós.
– Como o natal está tão próximo, reconciliemo-nos com Deus (por meio sacramental) e também com nossos irmãos e irmãs para esperar e celebrar a grande festa como família, mas também com nossos amigos e em Comunidade vivendo a harmonia, a fraternidade e a alegria de celebrarmos mais um natal – o Natal de 2015.
Aceitando Jesus em nossas orações.
Boas Festas e muito feliz Natal!

Madre Felicy

Mensagem de Novembro

Mensagem de Novembro

29. outubro, 2014NovidadesComentários desativados em Mensagem de Novembro

No relógio infinito de Deus, onde as horas passam, mas a vida fica – a celebração das nossas datas é para o Padre Eduardo e para mim, momento de pausa, para pensar e agradecer. Ao som do grande carrilhão, nas badaladas sonoras, que o tempo não emudeceu, com toda simplicidade e louvor podemos ouvir a voz de Jesus, repetindo “Suas” palavras, de Lc 3,22 “eis os meus filhos muito amados, em quem depositei minhas ternuras.”  Ele nos escolheu para instituir uma Família Religiosa, na sua Igreja – e ei .la aí, de pé e em condições bem estruturadas – capaz de irradiar o Amor Divino na Igreja e no mundo, na alegria na esperança e na beleza da própria vida. Deus em seus desígnios insondáveis achou por bem, conservar-nos, os dois, com vida, fortaleza e muita coragem. Temos por missão tutelar o “Carisma” e continuamos amando! Amando a cada filha, por quem deliberadamente arriscamos nossas vidas. Em cada data que a Família celebra, a festa é em primeiro lugar dos pais desta família, que numa ação de graças profunda podem afirmar que: Viver é crer – que Deus é Amor, que a outra é irmã, que há sempre uma manhã florida e que o dia do Senhor, não tem ocaso. Correspondidos ou não no nosso amor por cada filha, compreendidos ou não – somos felizes por termos tais filhas, que dão profundo e total sentido às nossas vidas. Se tivéssemos que começar tudo de novo, começaríamos “felizes,” para que pais e filhas possam de verdade ser na Igreja de Jesus Cristo – Mensageiros do Amor maravilhoso do PAI

Amém!

Madre Felicy (fundadora das MAD)

Novena Vocacional

Novena Vocacional

29. outubro, 2014NovidadesComentários desativados em Novena Vocacional

Primeiro dia tema: Andar nos caminhos de Deus.

Introdução: A novena vocacional é um momento único de rezar pela nossa vocação e também pelas vocações em sentido geral. É momento de refletir e colocar em prática o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Refletir significa pensar em coisas já pensadas… A novena vocacional quer que nós Mensageiras do Amor Divino sejamos verdadeiras discípulas e missionarias de Jesus Cristo, o auto de nossa vida e de nossa Historia.

Anima: Irmãs, o mês de agosto é conhecido em nosso meio como o “Mês Vocacional”, um grande esforço de nossas comunidades para despertar vocações para os mais variados ministérios. Iniciemos o nosso encontro invocando a Santíssima Trindade:

Todos: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Canto: Se ouvires a voz do vento / chamando sem cessar / Se ouvir a voz do tempo / mandando esperar. A decisão é tua. A decisão é tua./ São muitos os convidados. São muitos os convidados. Quase ninguém tem tempo. Quase ninguém tem tempo Bis.

Leitor 1- A vida é um continuo caminhar. Mas de nada adianta caminhar sem saber para onde… É preciso andar com alguém que saiba o caminho e é preciso ter razões para acompanha – lo.

Leitor 2 – por isso é preciso união, orientação e alguém que nos leve consigo.

Leitor 3 – É preciso motivação, razões para andar na vida rumo a Deus que nos chamou aqui.

Reflexão: Gn 12, 1- 5

1-Por que você a credita em Deus?

2-Como encara os sofrimentos, a dor e a morte?

3-O que é mais importante para se ter fé?

Partilha, oração vocacional, consagração da Mad e pai Nosso…

Segundo dia TEMA: Deus ensina seu nome.

 

Introdução: Na novena de ontem vimos que Abraão colocou sua vida nas mãos de Deus. Ele quis apoiar toda sua vida no Senhor. Teve fé e Deus fez uma história de bênção com ele.

Hoje vamos refletir que Deus não só quer entrar na vida da gente, mas até quer se amarrar conosco. Para isso Ele diz seu nome, se compromete com você.

Todos: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Canto: Senhor tu me olhasse nos olhos, a sorrir, pronunciasse meu nome, lá na praia…

Texto Êxodo 3, 1 – 15.     Reflexão e Partilha.

1-     Que tipo de compromisso, você como Mensageira do Amor Divino, tem com Deus?

2-     Como anda meu compromisso com os mais pobres, quem sabe, são aqueles que vivem comigo?

Consagração da Mensageira ao Coração de Jesus, oração vocacional, Pai Nosso, Ave Maria.

Canto final a escolha da Comunidade.

Terceiro dia tema: Deus renova os nossos caminhos.

Introdução: Há muitos buracos e quedas nas estradas da vida. Por isso mesmo Deus quis estar ao nosso lado para sempre, segurando a nossa mão.Já acompanhamos em nossa novena as figuras e as vocações de Abraão e Moisés. Hoje vemos esse Deus que sabe das fraquezas e limitações do homem e da mulher e por isso Ele vem ficar ao lado nosso para renovar as nossas energias e forças.

 Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

 

Oração inicial:

Divino Salvador, Jesus Cristo, concedei-nos Mensageiras santas, inflamadas no fogo de vosso amor, totalmente doadas à edificação da vossa Igreja.
E vós, ó Maria, Mãe das Mensageiras, vós que sois a onipotência suplicante, socorrei – nos, nos trabalhos e dificuldades que encontramos.
Virgem Mãe e Rainha dos Apóstolos aumentai nas famílias o respeito e o amor pelas coisas de Deus, suscitai novas vocações para vossa Igreja.Guiai nossas vidas Amém.

Canto: Tu me conheces quando estou sentado…

Texto para refletir: Isaías 6, 1- 8; 9, 1 – 5

Partilha em dupla, grupo ou em Comunidade.

1 – Você se sente desanimada nas coisas de Deus, por quê?

2 – Quais os motivos que nos deixam desanimadas como Mensageiras do Amor de Deus?

A comunidade pode escolher outras orações e rezar.

Canto final:

Quarto dia Tema: É preciso conhecer – se.

 

Introdução: Vai andar com mais certeza aquele que se conhece melhor, sabe de seu potencial e valor. Deus gosta de pessoa decidida, que saiba porque segue o seu Filho Jesus, na alegria de ser missionário rumo ao Reino definitivo.

Hoje vamos refletir sobre o que mais Deus exige de quem quer caminhar com Ele.Deus quer gente consciente que ande nos seus caminhos de modo inteligente e saiba porque anda com Ele.

Invocação à santíssima Trindade:

Oração Inicial: Senhor ensina – nos os seus caminhos.Fala Senhor, que nós queremos escutar.Senhor, dá me um coração sereno, para amar e deixar – me ser amado.Senhor, chama outras vocações para tua Igreja.Senhor, queremos seguir firme a nossa vocação, mas tu sabes como é desafiante responder com fidelidade a esse tão grande convite. Amém.

Canto: Me chamaste para caminhar na vida contigo.Decidi para sempre seguir – te, e não voltar atrás.

Me puseste uma brasa no peito e uma flecha na alma.É difícil agora viver sem lembrar – me de ti.

Te amarei, Senhor, te amarei, Senhor eu só encontro a paz e a alegria bem perto de te Bis…

Leitura: Samuel (1 Sm 3,1-10)

1-   Você sabe o que Deus pede de você?

2-   Você tem tempo para escutar Deus?

3-   Você tem dado tudo o que Deus lhe pede?

Partilha e reflexão.

Quinto dia tema: Para caminhar com Deus.

Introdução: Para se caminhar com Deus e com os Irmãos é preciso uma preparação do coração.Caminhamos na fé, cada vez mais comprometidos com Deus, procurando nossa renovação.Foi isso que vimos nesses dias da novena. Deus está sempre a nossa frente, mas precisa ser descoberto pela fé, e aceito pela vontade e pelo coração de cada Mensageira do Amor Divino.

Em nome do Pai…

Oração inicial: Senhor prepara nosso coração para sua vinda.Senhor, queremos encontrar com teu Filho Jesus e com os Irmãos.Senhor ensina – nos a caminhar em teus caminhos, como Maria caminhou.

Canto: Maria mãe dos caminhantes ensina – nos a caminhar…

Leitura: João 1, 19- 34 Reflexão.

1-   O que você pode fazer para que Jesus cresça na sua vida, e na vida do outro?

2-   O que o leva para Deus?

3-   O que o afasta de Deus?

 

Ação que acompanha esse dia: Fazer jejum da língua. (em vez de falar mal do Irmão, procurar uma qualidade e elogiar).

 

Consagração da Mensageira ao Sagrado coração de Jesus, Oração vocacional etc.

 

Canto final: Queremos vê Jesus…

 

Sexto dia tema: Deus caminha conosco.

 

 Introdução: Em Jesus andamos certos, rumo ao Pai. Com Ele somos divinos e eternos.

Hoje vamos refletir a vocação de Jesus. Ele não só quis mandar pessoas, mas Ele próprio se fez um de nós e veio caminhar em nossas estradas, sendo nosso companheiro de viagem.

 

Invocação a Santíssima Trindade…

 

Oração inicial: Senhor dê – nos fé em Seu Filho Jesus Cristo, nosso irmão e Salvador.

Senhor Jesus, seja nossa força nas tentações que muitas vezes passamos.

Senhor Deus, dê- nos fidelidade ao Pai que nos chamou até aqui.

Senhor, tu sabes o que passamos para seguir fielmente a nossa vocação, por isso fica conosco nos momentos de tristeza e desânimo.Amém

 

Canto: Uma só coisa na vida é importante: buscar o Reino do Senhor. E servir a Deus em cada semelhante por seu Amor.

1 – o ideal na nossa vida é voltar ao Pai o nosso olhar. Para sermos acolhidas, e no mundo o amor irradiar…

 

Leitura: Evangelho Segundo Mateus (Mat. 16, 13- 16) Silêncio e partilha.

 

1-   Quem é Jesus em sua vida como Mensageira do Amor Divino?

2-   Como supero as tentações da vida consagrada?

Reze hoje a CONSAGRAÇÃO DA MENSAGEIRA prestando atenção em cada palavra, e peça a graça de permanecer firme fiel entusiasmada na VOCAÇÃO MAD.

Canto final:

     Sou Mensageira do Amor já tenho o que desejava nos lábios uma canção e na frente uma estrada. Bis.

1-   Caminho de dia nada temerá perigos e quedas sempre evitarei carrego contente o peso da cruz caminha comigo aquele que é luz…

Sétimo dia tema: Ser forte para caminhar.

Introdução: É preciso caminhar junto com os irmãos, assim um ajuda o outro. Caminhamos movidas pela fé em Jesus Cristo o motivo da nossa existência.Sua presença nos faz caminhar com ânimo, ajudando e sentindo-nos ajudados, em Comunidade, como irmãos que sabe amar e ser amado por Deus.

Invocação a Santíssima trindade…

Oração inicial: Senhor dê  nos coragem para nos entregar totalmente ao seu Reino no serviço aos irmãos.Senhor, tu sabes tudo de nós, conheces a nossa fraqueza, por isso ajuda nos a seguir com mais entusiasmo ao teu chamado.Senhor faz de nós uma oferenda agradável ao teu Reino. Amém.

Canto: A escolha da Comunidade.

Leitura: Evangelho segundo Mateus (Mat. 13, 17- 10).

Meditação sobre a palavra de Deus.

1-    O que você faz pelos seus irmãos (em casa, trabalho, Comunidade).

2-    Seus favores, sua doação não é interesseira? É por amor?

3-    Rezemos com mais intensidade essa estrofe do nosso canto: Celebremos a bondade do senhor por nossa vocação de Mensageira da VERDADE nós seremos a cada irmão…

 

Ação do dia: Ajudar uma pessoa que você sente que  precisa de uma palavra amiga.

 

Canto final: Senhor vem dar – nos sabedoria que faz vê tudo como Deus quer…

 

Oitavo dia tema: Temos uma mãe.

 

Introdução: Na nossa vida de Mensageira do Amor Divino, a mãe não pode faltar. A meta que buscamos é chegar à vida eterna. Por Maria, temos Jesus e a certeza de que seremos eternos.

Não poderíamos terminar nossa novena sem refletir sobre a vocação da Mãe de Jesus. A primeira vocacionada do Pai.Na caminhada da vida, a mãe surge logo no começo e sem ela não teríamos existência e nem um companheiro de viagem. Por ela vamos mais certos á salvação e teremos a graça de ser irmão do senhor Jesus Cristo.

 

Em nome do Pai cantado

 

Oração inicial: Senhor da vida e da nossa história, ensina-me a viver como consagrada ao teu filho Jesus.Maria mãe e mestra de Jesus Cristo dá-me a graça de viver como tu viveste e trilhaste o caminho do Pai.Maria dá – me a graça de dizer sempre sim como tu soubeste dizer: Eis aqui a serva do senhor. Faça – se em mim segundo a tua vontade.

 

Canto: Maria de Nazaré…

 

Evangelho segundo São Lucas (LC 1, 26- ss)

 

Reflexão sobre a palavra que acabamos de acolher no coração.

 

1 – O que Nossa Senhora representa na sua vida?

2– Que atitudes de Maria podem ser suas também?

3 – Estamos respondendo “SIM” a Jesus Cristo como Maria respondeu?

Oração vocacional, Consagração da Mensageira ao Coração de Jesus.

Ave Maria, Pai Nosso e Canto final

Nono Dia tema: Ocupe o seu lugar…

Introdução: Após ter analisado a experiência de Deus na vida de um punhado de pessoas da Bíblia, chega a gora a sua vez. Porque você também foi chamada por Deus e faz com Ele sua história de salvação. Na caminhada da vida cada um tem de ocupar seu lugar, cada um tem sua resposta pessoal e essa é única. Ninguém pode dar por você. Por isso é preciso que se conheça a você mesma, suas forças, sua vontade, e conheça as suas inclinações para saber. Onde posso servir mais e melhor?

Invocação a Santíssima Trindade.

Oração inicial: Senhor, todos temos uma missão nesse mundo, ensina – nos a descobri a nossa e tua vontade.Senhor, como Mensageira do Amor Divino, queremos te seguir com maior generosidade, da – nos o teu Espirito de Amor para animar a nossa vida Consagrada  a serviço dos irmãos e irmãs.Senhor, sabemos o quanto é desafiador, viver a radicalidade do evangelho, por isso ensina – nos os passos certos. Amém.

Canto a escolha da Comunidade.

Leitura: Carta de São Paulo aos Efésios (Ef 4, 1- 7 )

1-   Você já descobriu seu lugar na sociedade e na Comunidade, sua Vocação estar clara?

2-   Qual vai ser a sua resposta?

3-   Você está unido a todos os membros? O que faz por eles?

4-   E você quando passa por momentos difíceis, o que faz? Resolve sozinha ou procura ajuda de quem pode ajudar?

 

Canto: Quando Jesus passar, quando Jesus passar, quando Jesus passar, eu quero estar no meu lugar.

 

No meu trabalho e na minha casa, no meu estudo e no meu lazer, no compromisso e no meu descanso, no meu direito e no meu dever.

 

Nos meus projetos olhando em frente, no meu sucesso e na decepção, no sofrimento que fere a gente sonhando o sonho de um mundo irmão.

 

Pai Nosso, Consagração da Mensageira, oração vocacional.

Obrigada, por ter atendido o convite de Deus nessa novena vocacional.

 

Adaptada pela: Ir. Francisca Maria MAD

15 de Outubro de 2014: comemoração dos 61 anos da inspiração da Congregação Mensageiras do Amor Divino

15 de Outubro de 2014: comemoração dos 61 anos da inspiração da Congregação Mensageiras do Amor Divino

22. outubro, 2014NovidadesComentários desativados em 15 de Outubro de 2014: comemoração dos 61 anos da inspiração da Congregação Mensageiras do Amor Divino

Desde o começo chamamos o dia da “Inspiração”.  A ideia foi reunir moças capazes de se apaixonar por Cristo e trabalharem por Ele -Jesus. Em nenhum momento pensamos ou quisemos fundar uma Congregação, visitei diversas:Pequenas Missionárias, Irmãs do Cenáculo, Carmelitas, Irmãzinhas da Imaculada Conceição,Redentoristas, Concepcionistas, Sacramentinas, pelo amor do meu pai à Eucaristia e até” Missionárias médicas”dos USA,pelo Pe. Eduardo.Havia interesse grande em aprofundar o Cristo para fazê-Lo mais conhecido e mais amado .O Jesus da Eucaristia, o Jesus da Cruz .”Eu andava atrás “ das lamparinas dos Sacrários,das missas, das exposições do Santíssimo e das “Benções” Eucarísticas. Pe.Zômpero ficou muito amigo do novo pequeno grupo, ajudou-nos no que pôde e eu o perturbava com as “Benções”do Santíssimo” aos domingos em nossa casa. Ele até nos acusou de “apetite desordenado” por esta exigência do grupo que o fazia até pular o muro do seminário quando nem conseguia a licença para ir à nossa casa. Mas ele nos fez crescer na devoção Eucarística, que até hoje é uma busca perseverante e abençoada. Essa missa dos dias 15 de outubro no Carmelo reunia muitas amigos e benfeitores. Um sobrinho meu José Julio veio de São Paulo muitas vezes para está missa e nos prestigiar. Ir.Maria Cecília Carmelita (de saudosa memória ) ficava de pé na grade da Clausura enquanto as Irmãs Mensageiras cantavam, no final da missa, o Hino Oficial da sua autoria. (Coração de Jesus Chama Viva) Era uma alegria para ela e para nós. E assim cultivamos ao logo dos anos a amizade e a gratidão pelas Irmãs Carmelitas, que nos ensinaram muito .Quando ganhamos o Santíssimo Sacramento em nossa capela e nas diversas fundações, os equipamentos litúrgicos para Casa Mãe e diversas casas saiu tudo caprichadamente do Carmelo pelas mãos da Irmã Maria de São João Evangelista e demais irmãs, com a querida Madre Raimunda que foi minha grande amiga e das Irmãs. Uma Benção para as MAD, um patrimônio de honra do Pe. Eduardo e meu, que ainda podemos contar a história das Mensageiras do Amor Divino com as Irmãs Carmelitas.
Deus seja louvado!

Palavra da Fundadora Madre Felicidade de Lurdes Braga

Mensagem do mês de Outubro

Mensagem do mês de Outubro

15. outubro, 2014NovidadesComentários desativados em Mensagem do mês de Outubro

Outubro o mês motivador para assumirmos na Igreja de Jesus Cristo o nosso papel de “CRISTÃO MISSIONÁRIO” É tempo propício para a reflexão, que nos impulsiona à ação.
Ser missionário é sair de si para ir ao encontro do outro, do novo e do diferente, como em busca de um presente de alto valor. Por isso, “perder-se em Deus”, confiante, sereno e persistente, para responder aos desafios do “SER MISSIONÁRIO.” Assumir a estes desafios numa abertura pessoal e comunitária, não somente ter a preocupação de levar algo, mas também descobrir valores, atalhos, soluções e convicções para buscar juntos (missionários e seus destinatários:) A VERDADE DE JESUS CRISTO. A missão nos leva a um novo jeito de ser Igreja. Nenhuma Comunidade Cristã é fiel à sua vocação se não é missionária. O autêntico missionário se doa sem restrição e sem exigências. Sua primeira atitude concreta e discreta deve ser a mansidão, porque o anúncio da Boa Nova tem que ser anúncio de Paz. O sermão de montanha proclamado por Jesus Cristo declara bem aventurados os mansos e os misericordiosos, como aqueles que promovem a PAZ. A agressividade afasta os corações. São Francisco de Sales ensinava que se apanham mais moscas com uma gota de mel do que com um barril de fel. Aprendemos com os “missionários de fibra,” de todos os tempos, a paciência e a compreensão. Na inculturação da Fé, eles davam tempo ao tempo como o semeador que aguarda confiante e sem pressa o tempo da colheita. O documento chave para nós hoje é o EN. de PAULO VI que ainda agora, nos é atual e nos exorta: “A obra da evangelização pressupõe um AMOR FRATERNO sempre crescente, para com aqueles a quem o missionário evangeliza” Sem amor fraterno, toda e qualquer obra é furada. Para levar a Boa Nova a um mundo tão sofrido e angustiado e as vezes sem esperanças, o missionário não pode se apresentar triste ou desanimado, nem impaciente e nem ansioso – mas deve ir com uma Fé irradiante, com um fervor que contagia e com uma coragem que inflama a todos. “Que a sua voz se abra para propor a Verdade Evangélica com absoluta clareza e todo o respeito à consciência de seus ouvintes.” EN “Ao irem pelo mundo não discutam, nem porfiem com palavras, nem façam juízos de outrem, mas sejam mansos, pacíficos, modestos, afáveis e humildes, tratando a todos honestamente como convêm “. (Isso nos disse – São Francisco de Assis) Não ferir a ninguém, jamais – porque do irmão se aproxima de joelhos. – Santo Agostinho nos diz: “Deus te criou sem ti, mas não te salvará sem ti.” A nossa colaboração é indispensável e sumamente importante, de maneira a transbordamos o que temos no que fazemos.

Amem! Aleluia!

Madre felicidade de Lurdes Braga MAD