article-image

“Na pratica da caridade sobrenatural, do amor divino, consiste o ato mais especial, mais natural, e ao mesmo tempo mais nobre do homem renovado e regenerado pela graça divina”.  A comunicação da graça é a melhor prova do amor intimo e elevado que Deus  consagra à sua criatura, ao homem – a nós… A vontade salvífica de Deus nos situou, nos colocou, na atmosfera da primazia do amor divino. Não levemos em conta a capacidade de recusa humana, dentro da História (Lembrar aqui a História da salvação – Abraão, Isac, Jacó….) Deus continua a amar a humanidade, a cada pessoa, a cada um de nós. Deus nos ama com amor infinito. (Mesmo que meu pai ou minha mãe me abandonem…). Somos objeto do amor de Deus (que coisa estupenda!).  Seu amor encontrou caminho para visitar cada pessoa, na sua concreção – no concreto. (Trata-nos como pessoa, como gente… Aceita-nos como somos… Leva em conta o homem “com seus anseios, suas dores, suas angustias, suas alegrias…)   O Amor Divino penetra no projeto da História da Humanidade, de uma nação, de um sistema politico e econômico e alcança o coração das pessoas. A pessoa, para Deus, não se dilui na massa… Ele vê a cada um como sua imagem e semelhança. Ele nos conhece… (Sl 138)  A graça é a presença permanente da vontade salvífica – concreta e do amor divino, dentro  do mundo ( A Graça Libertadora no Mundo- pág. 152). Para que esta presença se torne eficaz, não basta só a ação de Deus. É necessária também a presença do homem em Deus. (A colocação do homem e indispensável… A cada instante Deus dá nova possibilidade…) Neste encontro profundo, se realiza a presença permanente da graça. (A graça habitual) O homem não pode fazer coisa melhor e mais acertada, para corresponder ao amor pelo qual Deus, assim se aproxima dele, do que pagar amor com amor. Como pagar amor com amor, se o amor de Deus, é o amor divino, e o meu, o nosso, é amor humano… Falhas, interesses próprios… um amor mesquinho… Quando Deus nos dá graça, quando Ele vem a nós amando, Ele nos faz dignos de seu amor. Comunica-nos, em Cristo, a força de pagar-lhe com amor, o que nenhum outro amor pode fazer.  O homem está possuído pela Graça. Tomado pela graça, pelo próprio Deus. Nada próprio á natureza da fogo, do que iluminar e aquecer.  A graça faz-nos participantes da natureza divina. Nada mais natural para a graça que iluminar-nos a respeito do conhecimento de Deus; aquecer-nos no amor divino.  Tudo isso dentro das nossas limitações- Deus sabe disso; Ele nos conhece. (Sl 138). Ele leva em conta, nos vê mergulhados dentro de uma infraestrutura biológica, genética, social e cultura. A pessoa nunca é só ela; ponto zero… Vem já elaborada por toda uma história que é antecede, culminando em cada pessoa. Somos frutos de um passado. Por que temos olhos dessa ou daquela cor? Por que temos esse ou aquele temperamento? (Para a vida de comunidade é muito necessária entender um pouco de psicologia para entender as pessoas. Por que reagem dessa ou daquela maneira….. Tem que levar em conta o ambiente do qual veio. A família … O modo como os pais a tratavam em casa… È necessário aceitar a Irmã o irmão do jeito que ela(e) é. È  claro que ela (e) deve se  trabalhar e de deixar-se trabalhar… Mas para que ela(e) entenda isso, só  com muito amor vamos mostrando o que se tem que fazer….) Deus nos ama do jeito que somos – e podemos experimentar esse amor divino em nós a todo o instante – é só ter um pouco de atenção: Karl Rahner diz:  — Fizemos alguma vez a experiência daquilo que é tipicamente espiritual no homem?  – Não fizemos, alguma vez, a experiência de calar quando, incompreendidos, poderíamos ter justificado?  – De silenciar quando, injustamente, fomos feridos no intimo?  – Não fizemos a experiência de perdoar, com toda a sinceridade e por pura gratuidade?  – Não fizemos, por acaso, a experiência de ter seguido penosamente nossa consciência e conservado a pureza do coração quando bem poderíamos  ter agido de outro modo, e até conseguido vantagens pessoais?  — Não temos renunciado livremente a benefícios de ordem pessoal saudado e aplaudidos por outros, mas que comprometiam uma senda abraçada na vida?  – Não tentamos amar e ser fiéis a Deus, numa opção fundamental  de coração, mesmo nada mais sentindo, superando a tentação da acomodação e da e escolha de um caminho menos árduo, embora honesto?  – Não temos quem sabe aceito nossa limitação interior de ordem intelectual, emotiva e de comunicação; alguma doença ou até falta moral, sem revolta nem lamurias, mas abraçando e vivendo com coragem a onerosa (pesada) existência?  Quando tivemos experimentado tudo isso, então fizemos a experiência daquilo que é o especificamente espiritual no homem.  Daquilo  que é ação da graça-amor divino-de Deus em nós. Semelhante experiência não legitima dizer: eis que tenho a graça!  Quem assim diz, já se situa fora da dimensão da graça. Porque não possuímos a graça, mas SOMOS POSSUIDOS por ela!  Possuímos assim pela graça, podemos e devemos procurar manter nossa vontade dirigida para Deus e a Ele unida. Nosso empenho constante será o de transformar, pelo amor divino, a nossa vontade própria, de modo que penetrada por ele não queiramos, – não amemos senão o que Deus quer e ama; e por que Deus o ama e o quer.  Só poderíamos buscar a graça e encontrá-la, ou melhor, só seremos encontrados por ela, se nos esquecermos de nós mesmos.  Só assim poderemos dizer com São Paulo: “Já não sou eu que vivo, mas é Cristo quem vive em mim”.
Gal 2.Pe. Eduardo Moriarty C.SS.R.(fundador das Irmãs MAD)

Comentários

Nenhum comentário.

Nome:
E-mail:
Site:
Comentar:
 Adicionar Comentário